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Apostar na EMRC

Todos os anos, quando chega o momento das matrículas, há necessidade de chamar a atenção para a importância da Educação Moral e Religiosa no projecto educativo. Estamos todos preocupados com a educação das novas gerações. Verificamos a sua fragilidade, sem referência adequada a um quadro de valores, que dê sentido à vida. Mas não recorremos decididamente aos meios, entre os quais se conta a Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC). Para vencer na vida, não é suficiente formar pessoas «produtivas» e «competitivas» no mercado global. É precisa prepará-las para a vida, com uma educação integral, para a qual muito pode contribuir o Ensino Religioso Escolar.

«Com a mesma exigência de sistematização e rigor dos outros saberes, com a mesma seriedade e profundidade, esse contributo tem lugar de interveniente no cerne da educação, onde se plasma a personalidade do educando. Para além de presença institucional na escola, através dos professores de Educação Moral e Religiosa Católica, o testemunho e a acção dos professores cristãos que, como tal, legitimamente se assumem, a motivação interveniente das associações de pais, o envolvimento constante de movimentos e grupos no meio escolar e o diálogo regular com o mundo da cultura são serviços de uma presença fecundante da Igreja no seio das comunidades educativas» (Conferência Episcopal Portuguesa, Carta Pastoral, 2001/1, nº 27).

A primeira responsabilidade educativa compete, evidentemente, aos pais. Cabe-lhes o direito e o dever de escolher o projecto educativo para os seus filhos. Ora, no momento das matrículas, os pais, por vezes, mostram-se distraídos ou mal informados. Se querem para os filhos, como é de esperar, uma educação religiosa integrativa do projecto educativo, devem matriculá-los na disciplina de EMRC. Por outro lado, as comunidades paroquiais não podem deixar de apoiar e motivar os pais nesse sentido. E a Escola, com o seu Conselho Executivo e Directores de Turma, têm de assumir claramente a postura decorrente da Lei da Liberdade Religiosa e da Concordata, que garantem a livre escolha dos pais.

A Educação Moral e Religiosa não é excrescência do programa escolar. Não depende da sensibilidade de quem orienta as matrículas. Está legalmente prevista. É uma disciplina de pleno direito. Na nossa Região não é simplesmente facultativa. É uma opção, alternativa ao DPS, que teria de constar nos programas, conforme está regulamentado.

Naturalmente, os Serviços Diocesanos, com os professores de EMRC, devem continuar a envidar esforços no sentido de dar qualidade à disciplina e de equacionar devidamente a inculturação da sua abordagem, no quadro das Competências Regionais. Não se pode entender a nossa matriz cultural, sem o cristianismo e a sua mundividência.

Além disso, a proposta evangélica promove energias e compromissos de humanização e de progresso, na verdade da liberdade e do amor, garantias da dignidade da pessoa e da coesão social.

É, pois, valioso o serviço que a EMRC presta à sociedade e à família, ao projecto educativo da Escola e à formação integral dos alunos. Urge apostar na EMRC.

+ António, Bispo de Angra

D. António de Sousa Braga| ECCLESIA | 30/04/2007 | 14:38